sábado, 10 de agosto de 2013

Oitis Mutilados em Rio Preto

érgio Menezes
Oitis predominam na paisagem urbana de Rio Preto, como na rua Ipiranga, Zona Sul 

Oitis são metade das árvores


Além de escassa, a arborização de Rio Preto é mal planejada e pouco diversificada, segundo especialistas. A Secretaria de Serviços Gerais informa que metade das árvores da cidade são oitis. Em alguns bairros, como Alto Rio Preto, a espécie é quase unanimidade. Para especialistas, esse predomínio representa um risco ambiental. “Se alguma praga atingir essa espécie, dizima boa parte das árvores de Rio Preto”, diz a professora de botânica da Unirp Valéria Stranghetti. Por duas vezes, a cidade sofreu as consequências da monocultura na arborização. Primeiro nos anos 70 com a sibipiruna. Na década seguinte foi a vez da canelinha. Ambas foram destruídas por pragas, e hoje são raras na paisagem urbana rio-pretense.

“Temos dificuldade em aprender com esses erros do passado e ainda preferimos o oiti”, diz o secretário de Serviços Gerais, Paulo Pauléra. Apesar das críticas, o próprio Poder Público mantém doações de oitis no Viveiro Municipal. “O oiti não exige solo de qualidade, tem raízes não perfurantes, folhas persistentes e facilidade de manejo. É ótimo para calçada. Agora a espécie paga o preço da popularidade”, diz o secretário de Agricultura do município, Moacir Seródio. Para o especialista em gestão ambiental Roberto de Carvalho Júnior, o predomínio arriscado do oiti é reflexo da falta de um planejamento na arborização de Rio Preto. “A cidade deveria ter um plano diretor sobre o tema que determinasse a espécie de árvore para cada região do município, como em Maringá (PR). O que existe hoje em Rio Preto é a ‘arboriaberração’.” A falta de políticas públicas de arborização é visível em avenidas como a Juscelino Kubitschek, onde sibipirunas convivem com eucaliptos e cajueiros, ou a Murchid Homsi, cujas árvores foram plantadas muito próximas umas das outras, o que gera um problema de segurança pública: à noite o local fica muito escuro e se torna esconderijo certo para usuários de drogas.
Edvaldo Santos
Pé de jaca na calçada de praça localizada em frente ao ARE 

Árvores frutíferas


Pauléra condena o plantio de árvores frutíferas na calçada. “Um pé de manga pode causar um acidente grave se uma fruta cai na cabeça de uma criança”, afirma. A Prefeitura não multa quem erradica árvores frutíferas. “É incentivo para que o morador troque a planta por uma espécie mais adequada.”

A própria Prefeitura, porém, não dá o exemplo: na praça ao lado do Ambulatório Regional de Especialidades (ARE), um pé de jaca é risco permanente aos pedestres. A Secretaria tem uma lista de espécies recomendadas para o plantio urbano - porte pequeno para calçadas com rede elétrica, como ipê rosa anão e grevilha, e porte grande para calçadas livres de fios, como a pata-de-vaca e a falsa pimenteira.

Metade das mudas morre

A erradicação de árvores em Rio Preto é combatida com a doação de mudas pela Prefeitura. O Viveiro Municipal doa uma média de 5 mil mudas por mês. O problema é que o plantio não repõe a perda das árvores porque, com a falta de cuidados, metade das mudas plantadas morre com poucos meses de vida, segundo o secretário de Agricultura do município, Moacir Seródio. Nos canteiros centrais das avenidas, são comuns galhos ressequidos de mudas recém-plantadas. “Tudo o que é novo, se não for bem cuidado, morre. Muitos procuram mudas porque a Prefeitura exige que o lote tenha pelo menos duas árvores plantadas na calçada para se obter o Habite-se. Mas não cuidam devidamente”, diz.

Em 2008 foram distribuídas 250 mil árvores, das quais cerca de 50 mil foram retiradas para plantio em calçadas e o restante para recuperação de mata ciliar. Neste ano, foram doadas 45 mil mudas, conforme Seródio. Cada cidadão, de acordo com o secretário, tem direito a cinco mudas no Viveiro. A Secretaria faz campanhas para o plantio de árvores no aniversário da cidade e na Expô Rio Preto, além de distribuir mudas nas escolas do município. “Buscamos fazer a nossa parte”, afirma. Amanhã, para comemorar o Dia da Árvore, a Prefeitura vai plantar 750 mudas de árvore no lago 3 da Represa Municipal.
Fonte:
http://www.diarioweb.com.br/noticias/corpo_noticia.asp?IdCategoria=166&IdNoticia=126109

domingo, 4 de agosto de 2013

OITIS SERÃO PODADOS PARA MAXIMIZAR VANTAGENS DA ÁRVORE

Oitis precisam ser podados para evitar transtornos futuros. Foto: AssessoriaOitis precisam ser podados para evitar transtornos futuros. Foto: Assessoria
No verão, quando as temperaturas se elevam é que sentimos o valor e a importância de uma árvore, pois as suas sombras amenizam a temperatura. Pensando nisso a Prefeitura Municipal de Naviraí através da Gerencia de Desenvolvimento Econômico e do Núcleo de Limpeza Publica sobre a fiscalização da Gerência do Meio Ambiente, adotará uma técnica de poda para diminuir impactos negativos do oiti, uma das árvores que vem sendo utilizada para arborização da cidade.

A Oiti é uma espécie fornecedora de ótima sombra, devido a sua copa frondosa, com folhas que variam do amarelo ao verde intenso, possui elevado valor ornamental e é muito utilizada na arborização urbana de cidades. Possui madeira de boa durabilidade, e por isso é perfeita para o plantio em praças avenidas e jardins, além de ser recomenda para reflorestamento misto de área degradas.

Apesar se suas vantagens, a oiti é uma árvore que pode atingir mais de 10 metros de altura, e caso isso aconteça, ela terá mais galhos, mais folhas e também ocorrerá a frutificação, produzindo mais de 30kg de sementes por árvore, proporcionando uma cidade suja e também o entupimento de galerias de águas pluviais, além do perigo de arrebentamento de cabos e fios elétricos que sua copa alta oferece.

Analisando as vantagens e desvantagens da árvore é que a prefeitura de Naviraí resolveu atacar as desvantagens, ou seja, não deixar a Oiti com copa alta, podando-a com altura de 3 a 3.5 metros de altura. Esta primeira poda é uma poda educativa, que irá evitar o seu crescimento desordenado e os possíveis transtornos futuros.

Para o gerente de desenvolvimento econômico, o agrônomo Ronaldo Botelho, conduzindo corretamente esta árvore, ela só nos trará alegria, sombreamento, embelezamento e purificação do ar. “Não vamos estragar nem danificar as árvores, pois sabemos o bem que ela nos trás. Pedimos a compreensão e entendimento da população para nossa atitude, já que estamos visando a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos naviraienses”, completa Ronaldo.
Fonte: 
Assessoria
Fonte:http://www.navirai.ms.gov.br/node/2630